aponta estudo
Cidade quer que a responsabilização de
menores, sobretudo os que matam, ocorra mais cedo
23/01/2014 - 23:50

Trabalho do professor Cláudio Miranda, da FEA/USP, teve entrevistas com 515 ribeirão-pretanos e foi realizado no final do ano passado (Foto: 07.fev.2012 - Weber Sian / A Cidade)
Um estudo feito pelo professor Cláudio
Miranda, do Departamento
de Contabilidade da Faculdade
de Economia Administração e
Contabilidade de Ribeirão Preto
(FEA-RP/USP) mostra que 81%
da população local é a favor da
redução da maioridade penal
para 16 anos.
Miranda, do Departamento
de Contabilidade da Faculdade
de Economia Administração e
Contabilidade de Ribeirão Preto
(FEA-RP/USP) mostra que 81%
da população local é a favor da
redução da maioridade penal
para 16 anos.
O pesquisador entrevistou
515 pessoas entre novembro e dezembro
do ano passado.
O estudo apontou que 85% dos entrevistados é favorável à
redução da maioridade penal no caso específico de homicídios.
515 pessoas entre novembro e dezembro
do ano passado.
O estudo apontou que 85% dos entrevistados é favorável à
redução da maioridade penal no caso específico de homicídios.
Em percentuais menores, a maioria dos entrevistados
também concorda com a redução da idade para crimes
como furto, roubo, tráfico e porte de arma.
também concorda com a redução da idade para crimes
como furto, roubo, tráfico e porte de arma.
Responsabilização
Para o pesquisador em segurança pública e defesa
nacional da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) Fernando Araújo Moreira, o que faz a
população ter essa posição é a sensação de impunidade,
gerada por crimes bárbaros praticados cada vez com mais
frequência por menores de 18 anos, mas que não são
presos por causa da lei atual.
nacional da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) Fernando Araújo Moreira, o que faz a
população ter essa posição é a sensação de impunidade,
gerada por crimes bárbaros praticados cada vez com mais
frequência por menores de 18 anos, mas que não são
presos por causa da lei atual.
“Se o adolescente de 16 anos já pode votar, ele também
tem condições de arcar com suas responsabilidades.
Alguns países não têm nem idade mínima para a prática
de mais crimes. Acho que o mundo mudou muito e as
leis ainda favorecem alguns”, explica.
tem condições de arcar com suas responsabilidades.
Alguns países não têm nem idade mínima para a prática
de mais crimes. Acho que o mundo mudou muito e as
leis ainda favorecem alguns”, explica.
Ele também diz que vê com surpresa essa posição da
população de Ribeirão Preto, porque até algum tempo
atrás o discurso era outro. “Mas hoje o que nós vemos
são os bandidos soltos enquanto nós ficamos cada vez
mais presos dentro de casa”, diz.
população de Ribeirão Preto, porque até algum tempo
atrás o discurso era outro. “Mas hoje o que nós vemos
são os bandidos soltos enquanto nós ficamos cada vez
mais presos dentro de casa”, diz.
Para o responsável pela pesquisa, o que mais chama a
atenção é o fato de a maioria das pessoas que respondeu
“sim” para a redução para a maioridade penal, também ter
respondido afirmativamente para a redução para outros
crimes, como roubo, furto, tráfico e porte de armas.
Ribeirão Preto, 02 de maio de 2014

atenção é o fato de a maioria das pessoas que respondeu
“sim” para a redução para a maioridade penal, também ter
respondido afirmativamente para a redução para outros
crimes, como roubo, furto, tráfico e porte de armas.
Ribeirão Preto, 02 de maio de 2014

Ribeirão Preto, 13 de maio de 2014
Adolescente é detido com porções
de cocaína e crack em Campinas,
SP
Segundo polícia, garoto de 16 anos foi flagrado ao tentar
vender drogas.
Caso ocorreu em rua da Vila Vitória e PM também
apreendeu dinheiro.
1 comentário
Um adolescente foi detido na manhã deste domingo (4),
em Campinas (SP),
por suspeita de tráfico de drogas. Segundo a 1ª Companhia do
47º Batalhão da Polícia Militar, o garoto de 16 anos foi flagrado
pela corporação por voltadas 9h, quando tentava vender
drogas para um rapaz na Vila Vitória.
O comprador fugiu do local e não houve feridos durante a abordagem.
Segundo a PM, com o adolescente foram apreendidas 25 porções de
cocaína,30 de maconha, 25 de crack, além de R$ 89 em
dinheiro. O caso será registradona 2ª Delegacia
Seccional, no Jardim Londres.
04/05/2014 14h00 - Atualizado em 04/05/2014 14h00
Vox Populi / CartaCapital
Redução da maioridade penal é
apoiada por 89% da população
Pesquisa mostra que 8% dos brasileiros são
contrários a mudanças do Estatuto da Criança
e do Adolescente
por Redação — publicado 21/06/2013 06:49
José Cruz/ABr
A proposta de redução da maioridade penal no Brasil tem
apoio de quase 90% da população brasileira. De acordo com
a pesquisa feita entre o instituto Vox Populi e a revistaCarta
Capital, 89% dos brasileiros acreditam que o País deve obrigar,
por lei, jovens infratores a responder criminalmente como
adulto a partir dos 16 anos de idade.
Se dependesse do brasileiros hoje, adolescentes de 16 e 17
anos receberiam o mesmo tratamento dado a adultos
infratores. Segundo a consulta, 89% se enquadram no
grupo daqueles que apoiam a proposta da redução da
maioridade penal para 16 anos no País, enquanto 8%
não estão de acordo e preferem deixar a maioridade
penal como está fixada hoje, em 18 anos. Outros 2%
dizem não ter opinião formada por não conhecer
bem o assunto.
O debate sobre a maioridade penal voltou à tona após
um homicídio executado por um menor de 18 anos na
cidade de São Paulo. Na ocasião, o governador Geraldo
Alckmin (PSDB) defendeu publicamente que o Congresso
ampliasse, por meio de um projeto de lei, a punição a
adolescentes autores de delitos graves.
Se aprovada, a nova legislação alteraria o Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA) – conjunto de normas
de proteção a crianças e adolescentes, que tem respaldo
da Organização das Nações Unidas (ONU).
Consulta. A primeira rodada da pesquisa Vox Populi /
CartaCapital foi feita antes dos protestos que tomaram
diferentes cidades do País contra a tarifa de transporte
público.
O resultado mostra-se alinhado a levantamentos de
outros institutos, como o da Confederação Nacional
do Transporte em parceria com o instituto MDA, divulgada
no dia 11 de junho, no qual 92,7% da população
brasileira se mostraram a favor da redução da
maioridade penal e 6,3% se posicionaram contra.
Para a pesquisa Vox Populi/CartaCapital, realizada
entre os dias 07 e 11 de junho de 2013, foram
entrevistados 2.200 eleitores maiores de 16 anos
em áreas urbanas e rurais de 207 municípios,
em todos os estados brasileiros (exceto Roraima)
e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,1
pontos para mais ou para menos.
A consulta feita em parceria será realizada, em
média, de dois em dois meses, o que permitirá
análises comparativas com base em uma
mesma pesquisa.
SEGUNDA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2014
Mais da metade dos menores infratores não tem a presença do pai na famíliaDo total pesquisado, mais da metade (539) cumpre medida de internação e tem entre 15 e 16 anos
Publicação: 25/03/2014 06:04 Atualização: 25/03/2014 11:05
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Rafael* cumpre medida de internação na Unidade de Internação do Plano Piloto (UIPP), antigo Caje, há um ano e seis meses. Sentenciado por ato infracional análogo a furto, diz com naturalidade que já perdeu as contas de quantas vezes esteve internado. “Precisava dinheiro. Para sobreviver, para ajudar minha família. Mas também usei para mim, para comprar roupas de marca”, afirma. Morador de Ceilândia e cursando o 6º ano do ensino fundamental, o jovem conta que só conheceu o pai recentemente. “Ele está preso por homicídio”. O adolescente, negro, com baixa escolaridade e reincidente se enquadra no perfil da maioria dos jovens que passa pelo sistema socioeducativo do Distrito Federal, segundo levantamento da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).
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O estudo, encomendado pela Secretaria da Criança e intitulado de Perfil e Percepção Social dos Adolescentes em Medida Socioeducativa no DF, vai auxiliar o desenvolvimento de políticas públicas efetivas para ressocializar meninos e meninas em situação de risco. A Codeplan entrevistou 1.147 jovens. Desses, mais da metade (539) cumpre medida de internação, tem entre 15 e 16 anos, não conta com a presença do pai na família e cometeu, principalmente, atos infracionais análogos a roubo, homicídio, tentativa de homicídio e tráfico de drogas (veja infográfico).
Se por um lado, a pesquisa é uma das maiores já realizadas sobre o tema no Brasil — e reúne informações essenciais para a modernização do sistema —, por outro, ela revela décadas de abandono do governo e da sociedade ao sistema socioeducativo. A secretária da Secretaria da Criança, Rejane Pitanga, admite que “o diagnóstico é dramático”. “Se continuarmos com a lógica, podemos construir 500 prédios que nada mudará. Temos que mudar uma cultura, que pressupõe uma mudança geral. A pesquisa nos mostra todos os desafios que temos para superar. Fizemos um trabalho científico para conhecer o perfil dos adolescentes”, explica.
Para o promotor de Infância Renato Varalda, faltaram políticas públicas, principalmente educacionais, ao longo de décadas. Ele explica que os adolescentes de regiões periféricas convivem com a violência e banalizam o crime. “Falta controle familiar, pois a maioria deles só tem a mãe, que está trabalhando e não tem como controlá-los. Sem perspectiva, eles focam no presente e não pensam em consequências. Para completar, não têm acesso à cultura, e as escolas são fracas, então, não há estímulo para que continuem estudando. Isso pode ser resolvido com políticas voltadas para a educação”, diz.
*Nome fictício em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente











